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30 Mar

O poder das palavras

Poder das palavras

O poder das palavras

O acidente

Esta semana tive a infelicidade de me magoar nos dois cotovelos. Magoar é uma palavra simpática. Fraturei os dois cotovelos a “brincar ao futebol”.

Não me levem a mal a forma como vou abordar a comunicação dos outros. É importante estarmos cientes da realidade que é o poder das palavras. Apesar das boas intenções da maior parte das pessoas que me tentou reconfortar, a verdade é que transmitiram um estado emocional nada favorável à recuperação. Expressões como “tanta dor”, “coitado”, “agora vais ter uma longa recuperação” transmitiram-me um estado de sofrimento, dor e de difícil recuperação.

Felizmente há cada vez mais pessoas que conhecem o poder das palavras e o impacto que as mesmas podem ter. Por esse motivo também recebi palavras de encorajamento, de cura e de rápida recuperação.

Convém, no entanto, referir que o impacto das palavras dos outros é sempre uma decisão nossa. O mundo é vivido de dentro para fora e não de fora para dentro como muitos de nós ainda acredita.

Aproveitei cada um das mensagens menos positiva que fui recebendo (apesar de bem-intencionadas) para as converter em mensagens que melhor me serviam nesse momento… Em algo mais positivo para mim.

Voltando ao pequeno acidente… Logo nos primeiros momentos em que a dor era de facto forte, agradeci ao meu corpo pela forma como ele me estava a avisar que algo mais ou menos grave me tinha acontecido. Agradeci, mas não fiquei bloqueado nesse tipo de pensamento limitativo.

Força do pensamento

Acredito na força do nosso pensamento… comecei a imaginar o que seria mais favorável para mim. Comecei a imaginar as células do meu corpo a mobilizarem-se para rapidamente começarem “as reparações” nos meu corpo. Quando mais tarde soube que tinha fraturado os dois cotovelos, o primeiro pensamento foi “fraturas… isto é mais complicado do que imaginei”, mas logo decidi pensar “É mais complicado sim, mas isso não é um problema. Vamos lá resolver isto!”.

Apesar das dores, apesar das limitações decidi pensar positivo. Defini metas intermédias para a minha recuperação. E estou a trabalhar nelas.

O nosso dia-a-dia é um processo de coaching permanente. Onde estou? Para onde quero ir? O que preciso de fazer para lá chegar?

Traduzindo para a minha situação…

Onde estou? Estou limitado com o meu corpo magoado.

Onde quero chegar? Ficar curado rapidamente.

O que preciso de fazer para lá chegar? Alimentar-me de forma saudável com os nutrientes necessários para uma mais rápida cura; movimentar o meu corpo e braços para promover a circulação sanguínea de modo a que os nutrientes cheguem aos locais necessários mais rapidamente (agradeço a dica ao meu amigo João Baptista), manter-me positivo e acreditar que a todo o momento estou a melhorar e cada mais perto da recuperação.

Força das palavras

Como eu costumo dizer, a maior parte das pessoas vive intoxicada pelas palavras e pensamentos. Limitam-se, bloqueiam-se, desistem dos seus sonhos porque simplesmente preferem acreditar no que é mais fácil e não arriscam sair da sua zona de conforto.

As pessoas menos positivas não fazem por mal. Sei que no fundo têm boas intenções.

O impacto das palavras dos outros em nós é determinado por nós próprios. Nós é que controlamos os nossos pensamentos e decidimos o que nos pode afetar ou “infetar”.

O importante como referi é fazermos a tradução dessas palavras para algo que nos traga mais opções favoráveis.

A partir da agora vais estar mais atento à tua comunicação interna e a que utilizas com os outros?

Felizmente estou a recuperar bem. Daqui a nada já estou recuperado!

Grato a todos os me rodeiam!